Assisti ao filme ontem, minha professora passou um trabalho sobre ele. É um filme excelente, mesmo em preto e branco, mesmo sem grandes emoções e sem romance ou ação. É inteligente, intrigante... É sobre um juri que deve absolver ou condenar unamimemente um réu de 16 anos acusado de matar o pai a facadas.
São 12 homens no juri e 11 acham o réu culpado, apenas um o acha inocente. Seria mais fácil os 11 convencerem o 12° de que ele é culpado, mas acontece o contrário: um só convence os outros 11 de que o réu pode ser inocente. E ele parte do princípio do "presumo de inocência", sem explicá-lo, claro, visto que não é um filme acadêmico de Direito, mas com sua persuasão ele convence o juri de que, se as provas do processo deixam alguma dúvida, o réu não deve ser condenado.
Estou cheia de coisas pra estudar, trabalhos a entregar na faculdade, provas semana que vem... esses dias tenho respirado e assistido Direito, mais q outros dias. E adoro!
Doze homens e uma sentença
A mulher e a serpente
Nós, mulheres, estamos sempre tentando derrotar nossa serpente, aquela com a qual já nascemos: a sedução. Como cristã e conhecedora da palavra de Deus, sei que a serpente era o Diabo, mas também acredito que está intrínseco nessa metáfora a sedução inata da mulher. Não que o homem não a tenha. O homem também é sedutor, porém é mais ingênuo que a mulher, naturalmente - sua natureza é menos sedutora que a nossa, do sexo feminino. Somos mulheres e serpentes, instintivamente.
Tenho tentado, e estou tentando diariamente destruir a serpente que existe em mim, mas não é fácil. Há dias em que essa serpente de que falo está gigante e me sinto pequena diante dela! Porém há dias em que ela nem aparece, como se não existisse! Confesso que passo alguns dias ou semanas sem vê-la, nem sentí-la, mas sei que ela está ali - ou aqui, menlhor dizendo, pronta para sair e crescer, me ganhar completamente. Se assim não fosse, a Palavra de Deus não contaria sobre a inimizade constante entre nós e elas.
Semana passada o pastor contou a famosa fábula do sapo e do escorpião. Eu já a conhecia, mas estava guardada numa dessas gavetas da minha cabeça que pouco tenho aberto e revisto, e foi ótimo relembrar essa fábula lindamente contada: é a história de um escorpião (de natureza traiçoeira, como sabemos) que deseja atravessar o rio e pede ajuda ao sapo. O sapo, por sua vez, nega-se dizendo que no meio do percurso, acredita q o escorpião o matará com sua ferroada letal e que não confia nele. O escorpião o persuade - claro! - dizendo que não o ferroará, pq assim ele que estaria nas costas do sapo de carona também afundaria e morreria afogado. O sapo deu-lhe carona em suas costas enquanto nadava atravessando o rio, daí no meio do percurso o escorpião atingiu-lhe com um ferroada letal, matando o sapo. Antes de morrer o sapo ainda resmungou: -eu sabia que não deveria confiar em vc! E o escorpião, chorando de remorso e sabendo que morreria com o sapo, pediu desculpa por seu instinto... Morreram os dois.
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